quarta-feira, 27 de julho de 2011

Perfil de Ricardo Teixeira

Vejam aqui na Revista Piauí o perfil do infeliz que manda e desmanda no futebol brasileiro.


Viva o Brasil!!!


Profetizo: seremos hexacampeão no Brasil, já está tudo pago.
Alguém duvida?

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Milton Leite detona Ricardo Teixeira

Ricardo Teixeira e a “Piauí”

Por Milton Leite em seu sítio
De volta à minha rotina, finalmente consegui ler com cuidado o perfil de Ricardo Teixeira escrito pela jornalista Daniela Pinheiro para a Revista Piauí. E escrevo sobre ele atendendo às muitas cobranças feitas pelas pessoas que me acompanham aqui ou no Twitter.
E não há muito a dizer, apenas lamentar. Primeiro, a maneira vulgar como ele fala a respeito de quase tudo. Usando palavrões e mais palavrões, mesmo sabendo que todas aquelas conversas seriam transformadas em uma grande reportagem. O linguajar de mesa de botequim fica ainda mais indelicado considerando-se que a entrevistadora era uma mulher.
Além disso, chama a atenção o fato de Ricardo Teixeira considerar-se acima do bem e do mal, poderoso ao extremo, a ponto de menosprezar veículos de comunicação e autoridades sem a menor cerimônia. E mais: ameaçar com esse poder aqueles que pretendem cobrir a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, vetando credenciais e tentando dificultar quem quer trabalhar. Se em nome da CBF ele pode até falar o que quiser, sempre alegando que a entidade é privada e não recebe dinheiro público (o que é meia verdade, porque o futebol já é considerado patrimônio nacional, ou seja, não tem dono), como presidente do Comitê Organizador da Copa do Mundo ele não tem o direito de pronunciar as barbaridades que estão na revista, já que no Mundial há bilhões de dinheiro público envolvidos, há compromissos assinados pelo Estado, há facilidades oferecidas como isenção de impostos, licitações a toque de caixa e outras subserviências.
Não basta a presidente Dilma Russef não receber Ricardo Teixeira em Brasília, num sinal claro de que não concorda com a maneira como as coisas são encaminhadas por ele. Está mais do que na hora de o Governo Federal fazer valer a sua posição de investidor maior do evento e frear o comportamento fora de propósito de quem está gerindo o maior evento esportivo que o país já sediou.
No mais, parabéns para Daniela Pinheiro pelo belo texto, pelos detalhes que expõem de maneira tão clara um dos homens mais poderosos do Brasil de hoje.

Site divulga #FORARICARDOTEIXEIRA

Foi criado um site para registrar o hashtag #FORARICARDOTEIXEIRA, veja aqui.

Agora, vamos tuitar bem muito em homenagem a essa figura de curriculum impecável: #FORARICARDOTEIXEIRA.

Mídia golpista convoca protestos de rua

Por Altamiro Borges, em seu blog

Testando o clima político, a mídia demotucana tem atiçado os seus leitores, telespectadores e ouvintes para sentir se há condições para a convocação de protestos de rua contra o governo Dilma. O mote dos filhotes de Murdoch seria o do combate à corrupção, o da “ética”. A experiência a copiar seria a da “revolução dos indignados” na Espanha.

Na prática, o objetivo seria o de reeditar as “Marchas com Deus”, que prepararam o clima para o golpe de 1964, ou o finado movimento Cansei, de meados de 2007, que reuniu a direita paulistana, os barões da mídia e alguns artistas globais no coro do “Fora Lula”. Até agora, o teste não rendeu os frutos desejados. Mas a mídia golpista insiste!



Visão conspirativa?

A idéia acima exposta pode até parecer conspirativa, amalucada. Mas é bom ficar esperto. Nos últimos dias, vários “calunistas” da imprensa têm conclamado a sociedade, em especial a manipulável “classe média”, a se rebelar contra os rumos do país. Parece algo articulado – “una solo voz”, como se diz na Venezuela sobre a ação golpista da mídia.

O primeiro a insuflar a revolta foi Juan Arias, correspondente do jornal espanhol El País, num artigo de 11 de julho. O repórter, que adora falar besteiras sobre o Brasil, criticou a passividade dos nativos, chegando a insinuar que impera no país a cultura de que “todos são ladrões”. Clamando pela realização de protestos de rua, ele provocou: “Será que os brasileiros não sabem reagir à hipocrisia e à falta de ética de muitos dos que os governam”.

O Globo e Folha

Logo na sequência, dia 17, O Globo publicou reportagem com o mesmo tom incendiário. O jornal quis saber por que o povo não sai às ruas contra a corrupção no governo Dilma. Curiosamente, o que prova as péssimas intenções da famiglia Marinho, o diário só não publicou as respostas do MST, que desmascaram as tramas das elites (leia aqui).

Já nesta semana, o jornal FSP (Folha Serra Presidente) entrou em campo para reforçar o coro dos “indignados”. No artigo “Por que não reagimos”, de terça-feira (19), o colunista Fernando de Barros e Silva, que nunca escondeu a sua aversão às forças de esquerda, relembrou a falsa retórica udenista do falecido Cansei:

O resmungo dos “calunistas”

“Por que os brasileiros não reagem à corrupção? Por que a indignação resulta apenas numa carta enviada à redação ou numa coluna de jornal. Por que ela não se transforma em revolta, não mobiliza as pessoas, não toma as ruas? Por que tudo, no Brasil, termina em Carnaval ou em resmungo?”.

Hoje, 21, foi a vez de Eliane Cantanhêde, a da “massa cheirosa do PSDB”. Após exigir que Dilma seja mais dura contra a corrupção, ela cobra uma reação da sociedade. “A corrupção virou uma epidemia... E os brasileiros que estudam, trabalham, pagam impostos e já pintaram a cara contra Collor, não estão nem aí? Há um silêncio ensurdecedor”.

Seletividade da mídia

Como se observa, o discurso é o mesmo. Ele conclama o povo a ir às ruas contra a corrupção... no governo Dilma. De quebra, ainda tenta cravar uma cunha entre a atual presidenta e o seu antecessor. A corrupção seria uma “herança maldita” de Lula. A intenção não é a de apurar as denúncias e punir os culpados, mas sim a de sangrar o atual governo.

Na sua seletividade, a mídia demotucana nunca convocou protestos contra o roubo da privataria tucana ou contra a reeleição milionária de FHC. Ela também nunca se indignou e exigiu que sejam desarquivadas as quase 100 CPIs contra as maracutaias do governo do PSDB de São Paulo. Para a mídia golpista, o discurso da ética é funcional. Só serve para os inimigos!

Acorda Dilma!

É bom a presidenta Dilma ficar esperta. O tempo está se esgotando. A fase do “namorico” com a mídia acabou. Das denúncias de corrupção, que já sangram o governo há quase dois meses, a imprensa partidarizada já passou para a fase da convocação de protestos de rua. Como principal partido da oposição, a mídia retomou a ofensiva. E o governo se mantém acuado, paralisado, sem personalidade.

A seleção brasileira da TV Globo

Por Valério Cruz Brittos e Anderson David Gomes dos Santos, no Observatório da Imprensa:

Já são conhecidas as barreiras estabelecidas pela Rede Globo de Televisão junto à transmissão do futebol no país, influenciando até a formatação do Campeonato Brasileiro deste esporte. Mas pouco tem sido comentado acerca do monopólio de transmissão em território nacional dos jogos da seleção brasileira de futebol, que há décadas são veiculados apenas por uma emissora, a mesma Rede Globo de Televisão, líder do oligopólio midiático nacional. Na melhor das hipóteses, quando não possui interesse em exibir, a Globo decide e repassa a outro operador.



Se no caso do Campeonato Brasileiro já se colocaram vários questionamentos sobre as opções do torcedor-consumidor de assistir ao seu time do coração, quando isso ocorre com a seleção do país o nível de questionamentos sobre os processos de negociação deveria aumentar, mas não é o que tem ocorrido. Afinal, alguém sabe ou ouviu falar como se dá a licitação dos direitos de transmissão desses jogos?

Para se ter uma ideia, o primeiro jogo da seleção após a Copa do Mundo de 2010 sequer foi veiculado por TV aberta porque se iniciaria às 21h, horário da principal telenovela da grade de programação da Globo. Mesmo que a transmissão da partida contra os Estados Unidos tenha sido transmitida de forma gratuita pelo portal Globo.com, com direito à mesma equipe de reportagem, a possibilidade de acesso à internet é bem menor, ainda mais se for considerado o preço do serviço com velocidade que permita assistir uma transmissão ao vivo pela rede. De evento gratuito, indiretamente virou algo que o torcedor de alguma forma teve de pagar.

Transmissão exclusiva em TV aberta

Para os amistosos e eventos da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), paira o silêncio de informações. Para se ter uma ideia, a atual edição da Copa América não pode ser transmitida pelo YouTube por conta do contrato de transmissão local. Já nos torneios oficiais da Federação Internacional de Futebol e Associados (Fifa), casos da Copa das Confederações e da Copa do Mundo, há um processo de licitação para todas as mídias – inclusive para o rádio, que não entra na negociação dos torneios brasileiros. Seja em TV aberta ou fechada, há muitas edições da Copa do Mundo as Organizações Globo detêm os direitos de transmissão, optando por repassá-lo ou não para outras emissoras.

Analise-se como se deu esse processo nos três Mundiais realizados neste século. A Globo transmitiu sozinha o Mundial da Coreia do Sul/Japão, em 2002, por conta até mesmo de uma falta de expectativas no time que viria a ser pentacampeão mundial e também devido aos horários dos jogos, que ocorreriam de madrugada ou pela manhã. Ao longo do torneio, e também por causa do avanço do selecionado nacional, a emissora conseguiu atingir recordes de audiência, não previstos de serem conquistados nestes horários.

Para a Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, a opção da Rede Globo foi por transmitir de forma exclusiva em TV aberta, dado o sucesso do torneio anterior e do próprio escrete nacional, que contava, por exemplo, com um Ronaldinho Gaúcho duas vezes eleito o melhor jogador do mundo. Em televisão fechada, houve o repasse para o BandSports, do Grupo Bandeirantes, que naquele evento contou com a principal equipe de transmissão da Band.

Exclusividade continuará em 2014

Em 2006, houve uma denúncia por parte da Rede Record contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Fifa, já que a emissora alegara que ofereceu o dobro do que oferecera a líder do oligopólio midiático nacional e ainda assim não ficou com os direitos de exibição da edição seguinte do evento. A Fifa respondeu que a negociação ficava por conta das federações nacionais; já a CBF alegou que as “relações históricas” entre a Globo e a entidade, com sua experiência comprovada nas transmissões, foram levadas em consideração.

Seguindo a evolução da parceria no futebol em geral, retomada em 2004, após a Record recusar os limites impostos pela Rede Globo, à Band foi repassado o direito de transmissão da Copa do Mundo da África do Sul, em 2010, assim como da Copa das Confederações, evento preparativo para o Mundial no ano anterior. Como, em quatro anos atrás, o selecionado nacional chegava como um dos principais favoritos, apesar das críticas ao técnico Dunga – que, inclusive, criou um inédito mal-estar entre a CBF e as Organizações Globo, principalmente a partir do veto imposto por ele às benesses que só a emissora tinha, como entrevistar de forma exclusiva o próprio treinador e jogadores.

Daqui a três anos, o maior evento do futebol mundial ocorrerá no Brasil e, até o ponto que se sabe, não há uma definição clara sobre as transmissões, a não ser que a Rede Globo será uma das exibidoras. A emissora continuará com a exclusividade em veicular os amistosos da seleção – por mais que não se saiba como se dá esse acordo – e poderá repassar os demais torneios para a sua parceira, a Band, que não representa um perigo para a líder, já que em regra não disputa os primeiros lugares de audiência. Neste ano, os campeonatos sul-americanos de categorias de base – onde a Globo só transmitiu a final do sub-20 porque garantiria vaga nos Jogos Olímpicos, que ela não irá exibir – e da Copa do Mundo de Futebol Feminino são exemplos desses eventos repassados.

Jogos serão narrados pela mesma voz

Se, para os Jogos Olímpicos de 2016, que ocorrerão no Rio de Janeiro, o Comitê Olímpico Internacional optou por dividir a transmissão entre as principais emissoras brasileiras, não é de se esperar que o bom senso prevaleça em relação ao Mundial de futebol. Basta olhar as recentes denúncias envolvendo a Fifa e a CBF, através de seus presidentes, Joseph Blatter e Ricardo Teixeira, que estarão nos cargos até lá.

Os jogos de futebol da seleção que representa o país com mais títulos mundiais deverão continuar a ser narrados pela mesma voz, a qual, inclusive, foi alvo de campanha durante a Copa da África do Sul, espalhada mundialmente por uma rede social, por mais que a responsabilidade de escutar-se somente ela (e seu ufanismo) em jogos do Brasil não seja do seu proprietário, mas de quem o paga.

EUA, o Brasil já não é o mesmo.

Do Estadão
Washington precisa se livrar de preconceitos e reconhecer que o maior país da América Latina já é uma potência global
16 de julho de 2011
David Rothkopf, Foreign Policy - O Estado de S.Paulo
Durante anos, uma piada muito repetida dizia que o Brasil era o país do futuro - e sempre seria. Nos anos 90, porém, na esteira das reformas de Fernando Henrique Cardoso e, depois, graças aos notáveis mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva e à aplicação do povo brasileiro, a piada foi superada pelos fatos. Como investidores, CEOs, jornalistas e as potências mundiais já reconheceram, o futuro chegou para o Brasil.
Embora líderes americanos, como os presidentes George W. Bush e Barack Obama tenham reconhecido a mudança, muita gente na comunidade política dos EUA continua cética e resistente. Sim, o Brasil estava em ascensão, diziam, mas sempre encontravam um modo de qualificar suas opiniões, de estabelecer uma condição após a outra que o Brasil teria de preencher para ser visto como "uma potência de primeira classe".
Enquanto especialistas na Ásia aceitavam a ascensão da China e da Índia e, rapidamente, começaram a refazer a política com base nas relações cambiantes de poder, os analistas de América Latina se aferraram ao passado, às velhas formulações e preconceitos. Aos olhos dessas peças de museu vivas da pequena comunidade de assuntos latino-americanos em Washington, o Brasil poderia ser o país do futuro - poderia até mesmo ser o país do presente -, mas nós deveríamos nos aferrar às políticas do passado até que tenhamos novas informações.
Agora, o Council on Foreign Relations (CFR) divulgou um novo relatório sobre as relações EUA-Brasil que avança bastante para romper com o passado e recomenda que os EUA adotem uma nova posição política com Brasília. O ponto central do relatório é que o Brasil precisa ser visto em separado da política latino-americana e como uma das potências globais mais importantes da atualidade.
O relatório Global Brazil and U. S.-Brazil Relations é o resultado de mais de um ano de trabalho de uma força-tarefa liderada pelo ex-secretário de Energia dos EUA Samuel Bondman, pelo ex-presidente do Banco Mundial James Wolfensohn e chefiada por Julia Sweig, diretora de estudos sobre a América Latina do CFR. Eu fiz parte do grupo e as discussões foram um microcosmo fascinante de todos os debates, entusiasmos e frustrações que marcaram as conversas sobre as relações EUA-Brasil nos últimos anos.
Embora não seja nada de mais considerar como um player global um país que é o quinto mais populoso do mundo, que tem a quinta maior área e taxas de crescimento que farão dele a quinta maior economia do planeta, não é fácil desfazer hábitos históricos e velhos arcabouços políticos. É isso, porém, que esse relatório faz ao enumerar as maneiras pelas quais o Brasil terá um papel central em questões que vão do comércio ao clima, da energia à modelagem de uma política econômica global.
No entanto, apesar de toda sua abrangência e extensão, o ponto do relatório que receberá maior atenção é a recomendação de que o governo Obama "endosse plenamente" a aspiração do Brasil de ser membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.
Embora esse passo, que vai além do apoio oferecido por Obama em sua recente visita ao Brasil, possa ser visto como simbólico, visto que a reforma do Conselho de Segurança, provavelmente, demorará anos, ele provavelmente teria repercussões profundas no Brasil.
Segundo o relatório, "um endosso formal dos EUA ao Brasil faria muito para superar uma desconfiança persistente do governo brasileiro de que o comprometimento de Washington com uma relação madura, entre iguais, é, em grande parte, retórica".
Não é pouca coisa. O tratamento dado pelos EUA aos brasileiros - mesmo durante o governo Obama, que parece sinceramente comprometido com o aprofundamento das relações - refletiu teimosamente as velhas noções sobre qual deveria ser o papel internacional do Brasil. Isso ficou evidente nas reações à iniciativa brasileira e turca para costurar um acordo sobre o programa nuclear do Irã.
Como o Brasil se afastou do script dos EUA e agiu de maneira independente - apesar de ter recebido um endosso explícito da Casa Branca para seguir em frente com seu plano - os EUA ficaram frustrados e ofendidos com a ação brasileira.
Como os EUA sempre acharam que o Brasil deve ocupar um papel secundário em assuntos externos, porém, Washington não tratou essa diferença de pontos de vista da mesma forma que trata as enormes diferenças com outros países do Brics, como China, Rússia ou Índia.
Em vez disso, os EUA tentaram penalizar os brasileiros por sua independência, mais especialmente ao não dar um pleno apoio às aspirações do Brasil ao Conselho de Segurança do tipo que já ofereceram à Índia. Isso apesar de Washington ter tido muitas discordâncias políticas iguais ou piores com Nova Délhi, incluindo uma sobre o programa nuclear indiano.
Esse tipo de discurso duplo, um para potências emergentes da Ásia e outro para a potência emergente das Américas, é a fonte do ceticismo do Brasil até agora sobre a sinceridade com que os americanos estão saudando sua ascensão.
Outra razão da resistência em apoiar o reconhecimento da legítima demanda do Brasil de ser reconhecido como uma potência global provém da velha política americana para a América Latina, que argumenta que os EUA precisam ir devagar com o Brasil para não ofender outras potências regionais aspirantes, como México e Chile.
Entretanto, não há motivos para que esses países recebam um status semelhante ao do Brasil, além de seu saudável orgulho nacional. Alguém acha que houve um grande debate entre líderes da Ásia sobre como a Indonésia (mais populosa do que o México) ou a Austrália (que tem uma economia maior do que a do México) se sentiriam sobre o apoio americano à Índia? Certamente que não. As potências na Ásia já são vistas automaticamente por especialistas políticos americanos como players globais mais sofisticados do que a maioria dos países da América Latina.
Esse relatório, cujos signatários incluem o ex-subsecretário de Estado, Nick Burns, o ex-assessor para a política latino-americana de Bill Clinton, Nelson Cunningham, a ex-embaixadora americana no Brasil, Donna Hrinak, e o ex-presidente do Conselho de Inteligência Nacional, Robert Hutchings, representa a mais recente constatação de como os EUA deveriam rever o papel das potências emergentes. Como tal, o relatório é um grande passo adiante e foi um privilégio estar associado à iniciativa.
TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK
É ANALISTA DO CARNEGIE ENDOWMENT FOR INTERNATIONAL PEACE

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Presidente do Corinthians joga a Globo noutra fria


Por Paulo Henrique Amorim, no portal Conversa Afiada
Entrevista coletiva para anunciar a construção do estádio do Corinthians, o Itaquerão, de R$ 820 milhões.

O investigativo repórter da Globo interpela o Ministro dos Esportes, Orlando Silva.

Quem vai pagar a conta da retirada dos dutos da Petrobras que passam embaixo do futuro estádio ?

O Ministro diz que diz mas não diz.

(Como diz o Mino Carta, o Ministro dos Esportes precisa dar a conta no Ricardo Teixeira, antes que a casa caia)

Aí, intervém o presidente do Corinthians, o Andrés Sanchez, aquele que disse que a Globo é cheia de gangsters – clique aqui para ver o vídeo memorável.

Ele explica que o BNDES vai pagar a conta.

Mas, explica de forma lapidar.

Qualquer cidadão pode pegar dinheiro no BNDES, diz o Sanchez.

(O Abiliô, o Jereissati, o Daniel Dantas e o Sergio Andrade – gente finíssima – podem. Mas será que o Fernandinho Beira-Mar também, Presidente ?)

Continuou o Presidente: a sua empresa (“sua”, do repórter, ou seja a Globo), “diga-se de passagem”, observa o Presidente, onde você trabalha, “pega bastante”.

“Pega bastante” ?

Será que o Pai da Burguesia Nacional sabe disso ?

Continuou o prolífico Presidente do Corinthians.

O Itaquerão  é o único estádio do Brasil que vai ser construído com dinheiro da iniciativa privada.

O prefeito Gilberto Kassab disse o mesmo: o dinheiro não será público, já que incentivo fiscal não é dinheiro público, reiterou o alcaide de São Paulo.

O amigo navegante há de pensar que está diante de dois parvos.

Como ?

Não é dinheiro público ?

Taí, os dois têm absoluta razão, amigo navegante.

O Itaquerão será construído com o dinheiro de milhões de agentes privados – nós, a torcida do Flamengo e do Palmeiras. 

Como se sabe, o Itaquerão vai ser financiado, meio a meio, pelo BNDES e por incentivos fiscais da Prefeitura de São Paulo.

E nada é mais “privado” do que isso.

O dinheiro do BNDES é do FAT, do trabalhador brasileiro, e do Tesouro, ou seja, do contribuinte brasileiro.

O BNDES só faz administrar (?).

E o dinheiro dos incentivos da Prefeitura de São Paulo pertence aos otários que pagam imposto em São Paulo, como este ansioso blogueiro.

Que não quer saber de Itaquerão, torce pelo Fluminense e, se pudesse, mandava o Kassab ter uma conversinha com a Justiça Eleitoral, para saber que empresa imobiliária financiou a campanha dele.

Claro que é dinheiro privado.

Tão privado que a Globo foi lá e pegou bastante !

É dela mesmo !

Viva o Brasil !

Em tempo: cabe lembrar que o Itaquerão é obra do Ricardo Teixeira, que resolveu dinamitar o estádio do São Paulo, para se vingar do presidente do São Paulo.

E o Brasil vai entregar a Copa de 2014 ao Ricardo Teixeira.

Aquele do: Mr. Teixeira, did you accept the bribe ?


Paulo Henrique Amorim